Bibliografia

Referências citadas na carta, agrupadas por bloco temático. Todas verificadas em fontes oficiais. Priorizar leitura entre 03/06 e 23/06.

Bloco 1 · Pilares brasileiros da EPT

Tradição teórica que ancora qualquer trabalho sério sobre EPT no Brasil. Saviani é leitura obrigatória.

SAVIANI, Dermeval (2007) — Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos

Revista Brasileira de Educação, v. 12, n. 34, p. 152–165, 2007.

Texto-chave para entender o trabalho como princípio educativo. Saviani argumenta que "ontológico" e "histórico" não são termos separados ligados por aditiva — o ser humano é histórico, e o trabalho também.

Prioridade: alta. Leitura obrigatória.

FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS (orgs.) (2012) — Ensino médio integrado

Ensino médio integrado: concepção e contradições. São Paulo: Cortez, 2012.

Coletânea fundadora do debate sobre integração entre ensino médio e EPT. Discussão da politecnia e do ensino médio integrado.

Prioridade: alta — ler ao menos a introdução e o capítulo de Ramos.

MANFREDI, Silvia Maria (2017) — Educação profissional no Brasil

Educação profissional no Brasil: atores e cenários ao longo da história. Jundiaí: Paco Editorial, 2017.

Panorama histórico-sociológico denso da EPT brasileira, do período colonial aos governos FHC e Lula. Disponível em ebook.

Prioridade: média — leitura panorâmica suficiente para a entrevista.

KUENZER, Acacia Z. (2017) — Trabalho e escola: a flexibilização do ensino médio

Educação & Sociedade, v. 38, n. 139, p. 331–354, abr./jun. 2017. Disponível em SciELO.

Crítica à reforma do ensino médio (Lei 13.415/2017) à luz do regime de acumulação flexível. Importante para entender o debate da reforma de 2017 — que foi refeita pela Lei 14.945/2024.

Prioridade: alta — ancora a crítica à Lei 13.415, peça que precede a Lei 14.945.

CIAVATTA, Maria (2014) — O ensino integrado, a politecnia e a educação omnilateral

Trabalho & Educação (UFMG), v. 23, n. 1, p. 187–205, jan./abr. 2014.

"Por que lutamos?" — texto militante e teórico sobre o projeto omnilateral de formação.

Prioridade: média.

Bloco 2 · Economia do trabalho e futuro do emprego

Ferramentas conceituais sobre automação, IA e transição. Acemoglu é leitura crítica obrigatória para entrar no debate.

ACEMOGLU; RESTREPO (2018) — The Race between Man and Machine

American Economic Review, v. 108, n. 6, p. 1488–1542, 2018.

Modelo de tarefas: automação substitui trabalho em algumas tarefas, mas a criação de novas tarefas com vantagem comparativa do trabalho pode compensar. Conclusões dependem do equilíbrio entre os dois movimentos.

Prioridade: alta — saber o argumento central em 90 segundos.

BRYNJOLFSSON; MCAFEE (2014) — The Second Machine Age

Nova York: Norton, 2014.

Argumento da "segunda era das máquinas" — automação cognitiva como ruptura histórica. Tese de fundo para discussões sobre IA generativa.

Prioridade: média — pode ser substituído por resenhas.

WORLD ECONOMIC FORUM (2025) — The Future of Jobs Report 2025

Genebra: WEF, 2025.

Projeções globais para 2030: 170 milhões de novas ocupações criadas, 92 milhões deslocadas, saldo positivo de 78 milhões. 39% das competências mudarão até 2030.

Prioridade: alta — citar os números na entrevista. Sumário executivo basta.

BANCO MUNDIAL (2019) — World Development Report 2019: The Changing Nature of Work

Washington, DC: World Bank, 2019.

Relatório de referência sobre transformações estruturais do trabalho e implicações para política educacional em países em desenvolvimento.

Prioridade: média — folhear sumário.

Bloco 3 · Skills foresight (antecipação de qualificações)

Literatura técnica internacional sobre instrumentos de antecipação. Núcleo da minha pesquisa.

OCDE (2023) — Skills Outlook 2023: Skills for a Resilient Green and Digital Transition

Paris: OECD Publishing, 2023.

Relatório central sobre a "twin transition" verde + digital. Mensagem-chave: a velocidade da transformação é mais alta que a capacidade dos sistemas educacionais de resposta.

Prioridade: alta — citar a tese da "twin transition" e o ritmo de defasagem.

OCDE (2018) — Getting Skills Right: Brazil

Paris: OECD Publishing, 2018.

Diagnóstico específico do sistema brasileiro de adult learning e qualificação. Recomendações de política. Documento essencial para a comparação internacional aplicada ao Brasil.

Prioridade: alta — base para a parte aplicada da pesquisa.

CEDEFOP (2023) — Skills in transition: the way to 2035

Luxemburgo: Publications Office of the European Union, 2023.

Edição 2023 das projeções da agência europeia de qualificações, com horizonte até 2035 e foco na dupla transição verde e digital + desafio demográfico.

Prioridade: média-alta — instrumento de referência metodológica.

ILO (2019) — Skills for a Greener Future

Genebra: ILO, 2019. Baseado em 32 estudos de país.

Primeiro estudo global sobre implicações da transição para economias de baixo carbono em qualificações, gênero e ocupações.

Prioridade: média.

Sugestões para o início do mestrado

Para começar a curva de leitura em ciência política e políticas públicas (não estão na carta, mas serão pedidas no curso):