Programa, banca e financiador

Corpo docente do MPGPP, possíveis orientadores, dissertações para citar e um dossiê da Fundação Itaú e da FGV DGPE. Munição para a pergunta quase certa: "com qual docente quer trabalhar e que dissertação você leu?".

Integridade — leia antes de citar: os nomes abaixo são docentes reais do MPGPP (FGV EAESP), com link de perfil. Bresciani (vice-coordenador) e Teixeira (coordenador) foram confirmados. A lista específica de quem orienta na turma com ênfase em EPT (bolsa Itaú) não está publicada — na entrevista, pergunte isso e trate os demais nomes como "candidatos a orientador", conferindo o perfil no link. Nunca afirme um vínculo que não confirmou.

O programa — e por que ele resolve seu ponto fraco

O MPGPP é um mestrado profissional (dissertação aplicada, orientada ao produto), híbrido (online + encontros presenciais em SP a cada dois meses), gratuito pela bolsa Itaú, até 24 meses (vagas conforme o edital). A grade obrigatória inclui gestão pública, economia política, economia do setor público, ciência política, sociologia, políticas públicas e metodologia científica.

Vire o risco a favor: "Escolhi um mestrado profissional cuja grade obrigatória (ciência política, sociologia, economia do setor público) supre minha lacuna em ciências sociais — enquanto meu perfil de engenharia e análise de dados agrega o método quantitativo (Sistec, Censo, RAIS) e a visão de produto que o programa valoriza como entrega aplicada."

Possíveis orientadores (em ordem de aderência)

1. Luís Paulo Bresciani — o match mais direto ✅ confirmado

Quem é: Eng. de Produção (Poli-USP), doutor em Política Científica e Tecnológica (Unicamp, 2001), especialização em Relações de Trabalho em Harvard. Professor do Depto. de Gestão Pública da FGV e vice-coordenador do MPGPP; articulador da "Imersão em Governos Subnacionais".

Por que ele: pesquisou exatamente "Demanda Local e a Formação da Força de Trabalho na Região do Grande ABC" — qualificação técnica × demanda, desenvolvimento territorial e política de C&T. E veio, como você, da engenharia para a política pública (rapport imediato).

Frase: "Meu primeiro nome seria o professor Bresciani: minha tese pergunta se a política de EPT antecipa a demanda por qualificações, e ele pesquisou demanda local × formação de mão de obra qualificada. Além disso, viemos os dois da engenharia para a política pública."

Perfil FGV

2. Fernando Luiz Abrucio — federalismo educacional e governança

Quem é: doutor em Ciência Política (USP), professor da FGV EAESP, coordenador do CEAPG, conselheiro do Todos pela Educação. Referência em federalismo educacional e governança colaborativa — inclui explicitamente a EPT.

Por que ele: sua entrega são "arranjos federativos", e antecipar demanda exige coordenar União/estados/municípios/Sistema S — campo central do Abrucio. Conecta seus casos (Alemanha/Coreia) ao debate de governança colaborativa no Brasil.

Perfil FGV

3. Renan Gomes de Pieri — economia da educação e avaliação (eixo quantitativo)

Quem é: professor do Depto. de Planejamento e Análise Econômica (PAE) da FGV EAESP; microeconomia aplicada, avaliação de impacto e economia da educação.

Por que ele: dá lastro metodológico ao seu braço quantitativo (Sistec/Censo/RAIS) e aos "indicadores" da entrega. "Quero cruzar Sistec, Censo e RAIS para testar aderência entre oferta e demanda — e o prof. Pieri trabalha avaliação de impacto e economia da educação."

Perfil FGV

4. Priscilla de Albuquerque Tavares — economia da educação + do trabalho + avaliação

Quem é: doutora em Economia (FGV EESP), pesquisa economia da educação e do trabalho; consultora de avaliação de impacto para PNUD, Banco Mundial, UNESCO, MEC e Ministério do Trabalho. (Base é a EESP — confirme se orienta na ênfase EPT.)

Por que ela: combina educação + mercado de trabalho + avaliação — o tripé econômico da sua tese.

Perfil FGV

5. Lara Elena Ramos Simielli — política educacional (orienta dissertações ativas)

Quem é: professora do Depto. de Gestão Pública da FGV EAESP, diretora de conhecimento aplicado no D3e. Política educacional, equidade e coalizões.

Dupla utilidade: candidata a orientadora e autora de orientação recente — a dissertação que ela orientou (Guerra, 2025, competências de secretários de educação) é resposta concreta para "que dissertação você leu". Diferencie: em vez de competências de gestores, você olha a capacidade do sistema de antecipar demanda.

Perfil FGV

6–10. Apoios temáticos fortes
Coordenador: Marco Antônio Carvalho Teixeira ✅ confirmado

Quem é: doutor em Ciências Sociais (PUC-SP), professor da FGV EAESP e coordenador do MPGPP. Pesquisa transparência, accountability, controle e arranjos intergovernamentais.

Como usar: não o proponha como orientador temático, mas reconheça-o — saber que ele coordena o programa mostra preparo. Se surgir na banca, enfatize a governança/indicadores da sua entrega (accountability da política de EPT), território dele.

Perfil FGV

Dissertações para citar ("que dissertação você leu?")

Prepare uma. Antes de 21/07, acesse o repositório (coleção "FGV EAESP — MPGPP: Dissertações"), abra a ficha, confirme título/autor/ano e leia o resumo — não cite de memória.

Repositório: coleção MPGPP (handle 10438/8471).

Domine o tripé legal (não confunda as leis)

São três leis distintas — confundir os números na frente da banca pega muito mal:

Frase: "O tripé legal da minha tese é a Lei 14.645/2023 (cria a PNEPT e sua governança), a Lei 14.945/2024 (Novo Ensino Médio) e o novo PNE (Lei 15.388/2026). Meu foco é avaliar se essa governança é capaz de antecipar demanda."

Fundação Itaú Educação e Trabalho (financiador)

Identidade e três eixos

Superintendência da Fundação Itaú (com Itaú Cultural e Itaú Social, integradas em 2019) dedicada à EPT. Não executa escolas: é financiador/parceiro técnico que apoia redes estaduais a desenhar política de EPT por evidências. Três eixos: (1) ampliar matrículas, (2) melhorar a qualidade, (3) inclusão digna no trabalho.

Gancho: "ampliar" e "qualidade" pressupõem saber quais qualificações ofertar — e é aí que minha pergunta (a EPT antecipa demanda?) se conecta aos eixos 1 e 2.

★ Metodologia de Planejamento da Oferta de EPT + Observatório da EPT — a chave do "o que faria diferente"

O principal produto de política do Itaú: um método para as redes decidirem quais cursos ofertar e onde, por evidências, alinhando demanda do setor produtivo às aspirações dos jovens — operacionalizado pelo Observatório da EPT. Ponto crítico: essa metodologia alinha a oferta à demanda atual/observada. Sua tese propõe a camada que falta: antecipar a demanda futura sob as três transições.

Frase: "A metodologia do Itaú é excelente para casar oferta e demanda presente; minha contribuição é adicionar um módulo de antecipação — com Sistec/Censo/RAIS e benchmarks de Alemanha (KOFA) e Coreia (Sector Councils) — para captar sinais das transições estruturais antes que virem gargalo." Você não contradiz o financiador: estende a metodologia dele do reativo para o prospectivo.

Projetos concretos (mostre que conhece o "chão de fábrica")

Assistência técnica direta a estados: Articulação Curricular (piloto PB, ~8 estados), EJATEC (EJA+EPT — SE, MA, SP, RS), Itinerário Contínuo (técnico→superior — BA, SP, PB), Aprendizagem Profissional (BA, CE) e Desenho da Política de EPT. "A entrega da minha tese é do mesmo tipo do que o Itaú já leva à Bahia, Sergipe e Paraíba; a diferença é o critério prospectivo de priorização dos cursos."

Ana Inoue (superintendente) — e a lacuna que você preenche

Voz pública do financiador. Defende a EPT como caminho para romper desigualdades, com qualidade, acesso e financiamento (Propag). Medalha Nilo Peçanha (MEC). Importante: ela não articula explicitamente IA/automação, transição energética ou envelhecimento como driver do planejamento da EPT — foco é acesso, qualidade, desigualdade. Isso é uma abertura clara para o seu diferencial.

Gancho: "A Ana Inoue enquadra a EPT como combate à desigualdade e defende qualidade e financiamento via Propag. Minha pesquisa acrescenta: qualidade para qual demanda futura? Antecipar é condição para que a expansão financiada não forme para ocupações em declínio."

Propag, estudo de equidade (2024) e a visão do Itaú sobre IA

FGV DGPE — a instituição de acolhimento (e um trunfo)

★ O DGPE e o Itaú já constroem instrumentos de EPT juntos

O FGV DGPE (Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais, criado em 2018, dirigido por José Henrique Paim, ex-ministro da Educação) é o braço de assessoria técnica que opera esta turma. Achado-chave: o DGPE desenvolve, em parceria com o Itaú Educação e Trabalho, estudos, diagnósticos e instrumentos de EPT para secretarias (Bahia, Minas, Piauí, RN) — e atua com SESI/SENAI no desenho de expansão da qualificação técnica.

Trunfo: "Sei que o DGPE e o Itaú já constroem juntos instrumentos de EPT para secretarias. Quero que minha dissertação seja insumo direto dessa parceria: um método de priorização de oferta que antecipe demanda, testável nessas mesmas redes." Ou seja: sua tese alimenta um pipeline que já existe.